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ARTE TUMULAR FUNERAL O cadáver de César foi levado para o Fórum Romano em Uma plataforma de marfim ,criada no Rostra , um santuário dourado inspirado no Templo de Venus Genetrix, a deusa a quem a família de Iulii descendia. Marco Antônio fez seu famoso discurso, enquanto um dispositivo mecânico, posicionado acima do próprio caixão, estava mostrando a imagem de César de cera, transformando-a em círculos, de modo que as pessoas eram capazes de ver claramente as 23 feridas em todas as partes do corpo e no rosto. O cadaver era para ser levado para o Capitol , para ser sepultado entre os deuses, fato que não ocorreu. No final,decidiramj que o cadáver seria colocado sobre uma pira funerária criado perto da Regia, usando todas os móveis e objetos de madeira disponíveis no Fórum, como bancos de madeira. Foi então cremado, numa grande fogueira que durou toda a noite. LOCAL: Forum Romanum ,Roma, Região Lazio, Itália Sinopse: Continua a César GPS (/ lon lat):41.89211, 12.48598 Fotos: Mike Reed, Frantizek Zboray, Kieram Smith, dead-tek.com, Find a Grave Descrição Tumular: Helio Rubiales, HRubiales PERSONAGEM Caio Júlio César (em latim: Caius ou Gaius Iulius Caesar ou IMP•C•IVLIVS•CÆSAR•DIVVS (pronuncia-se Iúlius o seu sobrenome); 13 de Julho, 100 a.C. – 15 de março de 44 a.C.), foi um patrício, líder militar e político romano. Desempenhou um papel crítico na transformação da República Romana no Império Romano. Morreu aos 55 anos de idade. As suas conquistas na Gália estenderam o domínio romano até o oceano Atlântico: um feito de consequências dramáticas na história da Europa. No fim da vida, lutou numa guerra civil com a facção conservadora do senado romano, cujo líder era Pompeu. Depois da derrota dos optimates, tornou-se ditador (no conceito romano do termo) vitalício e iniciou uma série de reformas administrativas e econômicas em Roma. O seu assassinato nos idos de Março de 44 a.C. por um grupo de senadores travou o seu trabalho e abriu caminho a uma instabilidade política que viria a culminar no fim da República e início do Império Romano. Os feitos militares de César são conhecidos através do seu próprio punho e de relatos de autores como Suetónio e Plutarco. BIOGRAFIA César, nasceu em Roma no seio de uma antiga família de patrícios chamada Iulius (pronuncia-se Julius), traduzindo para o português: Júlio, de acordo com a convenção romana de nomes. A sua ascendência, de acordo com a lenda, chegava a Iulus, filho do príncipe troiano Enéas e neto da deusa Vénus. No auge do seu poder, César iniciou a construção de um templo a Venus Genetrix em Roma, em reconhecimento da sua "divina" antepassada. O seu pai era o homónimo Caio Júlio César e a sua mãe Aurélia, pertencia a também família patrícia: Cottae, traduzindo para o português seria: Cottas. Enquanto jovem, Caio Júlio viveu no Subura, bairro de classe média de Roma. O cognome "César" se originou, de acordo com Plínio, o Velho, com um antepassado que nasceu por cesariana (do verbo latino para cortar, caedere,caes-). A História Augusta sugere três explicações alternativas: que o primeiro César tinha uma cabeça cheia de cabelos (do latim caesaries); que ele tinha brilhantes olhos cinzentos (do latim oculis caesiis), ou que ele matou um elefante (caesai em mouro) na batalha. César emitiu moedas com imagens de elefantes, sugerindo que ele favoreceu esta interpretação do seu nome. Os Iuliae (Juliae), em português: Júlios, embora aristocratas, não eram ricos para os padrões da aristocracia romana da época e por este motivo, nem o seu pai nem o seu avô atingiram cargos proeminentes na república. A sua tia paterna Júlia casou com o talentoso general e reformador Caio Mário, líder da facção populista do senado, os populares, por oposição aos optimates (conservadores). Para o fim da vida de Mário, as disputas internas entre as duas facções haviam chegado ao ponto de ruptura. Em 86 a.C. iniciou-se uma guerra civil interna, cujo resultado a longo prazo foi a ditadura (conceito romano do termo) de Lúcio Cornélio Sula. César estava ligado ao lado derrotado de Mário por laços familiares: não só era seu sobrinho, como era também casado com Cornélia Cinnila, filha de Lúcio Cornélio Cina, aliado de Mário e inimigo de Sula. A sua situação não era portanto das melhores. Sila ordenou o seu divórcio de Cornélia, mas César recusou abandonar a jovem mulher e fugiu de Roma para evitar as perseguições. O ditador ficou desagradado com o desafio mostrado pelo jovem de vinte anos mas poupou a vida de César, divertido pelo caráter do rapaz, dizendo "Há muitos Mários neste César" (conforme Suetônio). Mas apesar do perdão de Sila, César decidiu não ficar em Roma, partindo para a Ásia para realizar o seu serviço militar. Durante a campanha ao serviço de Lúcio Licínio Lúculo na Cilícia, César distinguiu-se pela sua bravura em combate e capacidades de liderança. Depois da morte de Sila em 78 a.C., César regressou a cidade de Roma, iniciou a carreira como advogado no fórum romano e tornou-se conhecido pela sua brilhante oratória. As suas principais vítimas foram os políticos corruptos e culpados de extorsão. Com o perfeccionismo que sempre o caracterizou, César não estava contente consigo e viajou para Rodes para estudar filosofia e retórica com o gramático Apolônio Molo. Mas durante a sua viagem, o seu barco foi abordado por piratas que o raptaram. Quando exigiram um resgate de vinte talentos de ouro, César desafiou-os a pedir cinquenta, uma fortuna mesmo em moeda atual. Trinta e oito dias depois, o resgate chegou e César foi libertado depois de um cativeiro confortável onde fez amizade com alguns dos captores. De regresso à liberdade, organizou uma força naval, capturou o refúgio dos piratas e ordenou a sua crucificação. Em 69 a.C., Cornélia morreu ao dar à luz um natimorto. Pouco depois César perdeu a tia Júlia, viúva de Mário, de quem era muito próximo. Ao contrário do que era costume, César insistiu em organizar funerais públicos para ambas, com direito a eulogias proferidas da rostra. O funeral de Júlia foi repleto de conotações políticas, visto que César fez incluir a máscara funerária de Caio Mário na procissão, a primeira contestação pública das leis de proscrição de Sila da década anterior. E apesar de ser público o afeto de César pelas duas mulheres (cf. Suetônio), houve quem interpretasse a atitude como propaganda para as eleições que se avizinhavam para o cargo de questor. CURSUS HONORUM César foi eleito questor pela Assembleia do Povo em 69 a.C., com trinta anos de idade, como estipulava o cursus honorum romano. No sorteio subsequente, calhou-lhe um cargo na província romana da Hispania Ulterior, situada mais ou menos nos modernos Portugal e sul da Espanha. No regresso a Roma, César prosseguiu a carreira como advogado até ser eleito edil em 65 a.C., o primeiro cargo docursus honorum a deter imperium. As funções de um edil podem ser equiparadas às de um moderno presidente da câmara municipal e incluíam a regulação das construções, do trânsito, do comércio e outros aspectos da vida diária. Mas o cargo poderia ser um presente envenenado, pois incluía a organização dos jogos no Circo Máximo, o que, dado o limitado orçamento público, exigia a aplicação dos fundos privados do edil. Isto era especialmente verdade no caso de César, que pretendia realizar jogos memoráveis para impulsionar a carreira política. E de fato aplicou todo o seu engenho para o conseguir, chegando até a desviar o curso do Tibre para uma representação no circo, mas acabou o ano com dívidas na ordem das várias centenas de talentos de ouro (o equivalente a vários milhões de euros atuais). No entanto, o sucesso como edil foi uma ajuda importante na sua eleição para pontifex maximus em 63 a.C., depois da morte de Quinto Cecílio Metelo Pio. O cargo significava uma nova casa no Fórum, a Domus Publica ("Casa Pública"), a responsabilidade por toda a vida religiosa de Roma e a custódia das virgens vestais. Para a vida pessoal de César, também significava o alívio do fim das dívidas. A sua estreia como pontifex maximus ("pontífice máximo") foi marcada por um escândalo. Depois da morte de Cornélia, César casara com Pompeia, uma das netas de Sulla. Como mulher do pontifex maximus e uma das mais importantes matronas de Roma, Pompeia era responsável pela organização dos ritos da Bona Dea ("Boa Deusa") em Dezembro, exclusivos às mulheres e considerados sagrados. Mas durante as celebrações, Públio Clódio Pulquer conseguiu entrar na casa disfarçado de mulher. Em resposta a este sacrilégio, do qual não foi provavelmente culpada, Pompeia recebeu uma ordem de divórcio. César admitiu publicamente que não a considerava responsável, mas justificou a sua ação com a célebre máxima: À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta. Em 63 a.C., César foi eleito pretor e Marco Túlio Cicero cônsul sénior na Assembleia das Centúrias. Foi um ano particularmente difícil não só para César, mas também para a República Romana. Durante o seu consulado, Cícero revelou uma conspiração para destronar os magistrados eleitos liderada por Lúcio Sérgio Catilina, um aristocrata patrício frustrado pela sua falta de sucesso político. O resultado foi a execução sem julgamento de cinco proeminentes romanos aliados de Catilina. Isto era um anátema para a sociedade romana, que raramente executava os seus cidadãos e quando o fazia era apenas depois de complicados procedimentos judiciais. César opôs-se a esta medida com toda a sua oratória, mas acabou suplantado pela insistência de Marco Pórcio Catão, o Jovem e os cinco homens acabaram executados no próprio dia. Foi também nesta dramática reunião do senado que o caso amoroso de César com Servília Cipião foi trazido a público. Os opositores políticos de César acusaram-no na altura de fazer parte da conspiração de Catilina, o que nunca foi provado nem prejudicou grandemente a sua carreira. Depois do seu complicado ano como pretor, César foi nomeado governador da Hispânia Ulterior. Guerra civil Em 50 a.C., o senado liderado por Catão ordenou o regresso de César e a desmobilização de todas as suas legiões, ao mesmo tempo que o proibia de se candidatar ao segundo cargo de cônsul in absentia. César sabia que, sem o seu imperium de procônsul e o poder das suas legiões seria processado e eliminado da vida política assim que regressasse a Roma. Por este motivo, César recusou obedecer e atravessou o rio Rubicão, no norte da península Itálica, a 10 de Janeiro de 49 a.C., dizendo, segundo a lenda, "alea jacta est" ("a sorte está lançada"). Era o primeiro acto da guerra civil que haveria de pôr fim ao normal funcionamento das instituições políticas da República. OsOptimates, incluindo Cipião Metelo e Catão, o Jovem, após muitos esforços para convencer Pompeu a ajudá-los em sua investida contra César, fugiram para Sul, sem saberem que César era acompanhado apenas pela sua décimalegião. César perseguiu Pompeu até ao porto de Brundisium (atual Brindisi) no Sul da península, na esperança de poder reactar a sua aliança, mas este fugiu para a Grécia com os seus apoiantes. Então, César dirigiu-se para a Hispânia numa marcha forçada de apenas 27 dias, para derrotar os tenentes de Pompeu nessa poderosa província. Só quando considerou a retaguarda segura, e depois de organizar as instituições políticas em Roma, que caíra na anarquia, é que César se dirigiu para a Grécia. A 10 de Julho de 48 a.C., Pompeu foi derrotado na batalha de Dyrrhachium mas por uma escassa margem, conseguindo fugir para lutar outro dia com quase todo o seu exército. Após esse acontecimento, ocorreu uma violenta batalha, onde César foi derrotado e fugiu para uma região distante. Cada vez mais longe de água e provisões, César se viu encurralado por Pompeu, que por saber que basta aguardar as provisões de César acabarem para os seus soldados desertarem, não atacou. Mas Catão teve uma série de desentendimentos com Pompeu por causa dos altos custos dessa guerra, se viu obrigado a iniciar um ataque contra César. O encontro final deu-se pouco tempo depois, a 9 de Agosto, na batalha de Farsalo. César conquistou uma vitória estrondosa, a partir de uma arriscada manobra que consistia em enfraquecer as legiões dianteiras para dar auxílio à cavalaria contra as cavalarias de Pompeu. Mas mais uma vez os inimigos políticos conseguiriam fugir: Pompeu para o Egipto, Cipião Metelo e Catão para o Norte de África. De regresso a Roma, foi nomeado ditador (um conceito diferente do atual), com Marco António como Magister equestris, e foi eleito cônsul pela segunda vez. Em 47 a.C., César dirigiu-se ao Egito em busca de Pompeu, apenas para descobrir que o velho aliado e inimigo havia sido assassinado no ano anterior. Ao saber da sua sorte, César ficou destroçado pela perda e por ter perdido a oportunidade de oferecer-lhe o seu perdão. Talvez devido a isto, César decidiu intervir na política egípcia e substituiu o rei Ptolomeu XIII pela sua irmã Cleópatra, que já tinha a dignidade de faraó. Durante a sua estada, César envolveu-se com a rainha do Egipto e da relação nasceu o seu único filho, o futuro Ptolomeu XV do Egipto (Cesarion). Foi ainda durante este período que César sofreu o seu primeiro ataque de epilepsia. Depois das campanhas do Egito, César rumou ao Médio Oriente, onde derrotou o rei Farnaces do Ponto, no Bósforo, na batalha de Zela. Sua vitória foi tão arrasadora que ele comemorou com a célebre frase Veni, vidi, vici ("Vim, vi, venci"). Depois, foi para o Norte de África para atacar os líderes da facção conservadora aí entrincheirados. Na batalha de Tapso, em 46 a.C., César somou mais uma vitória e viu desaparecerem dois dos seus piores inimigos, Cipião Metelo e Catão, o Jovem. Mas os filhos de Pompeu, Gneu e Sexto Pompeu, bem como o seu antigo comandante de cavalaria Tito Labieno, conseguiram fugir para a Hispânia. César não hesitou em persegui-los e em Março de 45 a.C. derrotou o último foco de oposição na batalha de Munda. Com todo o mundo romano sob o seu controle, César regressou a Roma onde foi cognominado Pater Patriae, pai da pátria. Então começou uma série de reformas administrativas que incluíram a mudança para o calendário juliano. O mês Quintilis foi rebatizado como Julius em sua honra e continua, nos dias de hoje, a ser conhecido como Julho. Em Fevereiro, Marco António ofereceu um diadema, símbolo de um rei, a César, que o rejeitou com veemência. No entanto, o episódio valeu-lhe a desconfiança dos seus pares que começaram a recear a sua ambição. DESCENDÊNCIA E CASAMENTOS Primeiro casamento com Cornélia Cinnila Julia Caesaris, casada com Pompeu nato-morto Segundo casamento com Pompeia Sula Terceiro casamento com Calpúrnia Pisônia Relação com Cleópatra VII do Egito Ptolomeu César (Caesarion), faraó do Egipto MORTE Os assassinos esperaram que César se aproximasse de sua cadeira e o rodearam, supostamente para apoiar uma petição feita por Tílio Cimbro, que queria trazer seu irmão de volta do exílio. César pediu que ele esperasse um pouco e Cimbro puxou a barra da toga do ditador - o sinal para o ataque. César teria dito "Ora, isso é uma violência", enquanto outro senador, Casca, dava o primeiro golpe de adaga. César reagiu pela primeira e única vez, gritando "Casca, seu canalha, o que está fazendo?" e acertando o atacante com um pedaço de metal pontudo, usado para escrever. A essa altura os golpes se multiplicavam. De acordo com o historiador romano Suetônio, "quando, porém, percebeu que de todos os lados lhe vinham em cima com punhais em riste, envolveu a cabeça com a toga e com a mão esquerda puxou a extremidade dela até os pés para tombar decorosamente. Entre eles contavam-se os seus antigos protegidos Marco Júnio Bruto e Caio Longino Cássio. César caiu aos pés de uma estátua de Pompeu e as suas últimas palavras são descritas em várias versõesSegundo Suetónio, em "A Vida dos Doze Césares", César, ao ser golpeado, não pronunciou frase alguma. A lenda reporta um aviso feito por Calpurnia Pisonis, a mulher de César, depois de ter sonhado com um presságio terrível, mas César ignorou-a dizendo Só se deve temer o próprio medo. Depois da morte de César, rebentou uma luta pelo poder entre o seu sobrinho-neto Caio Otávio (posteriormente conhecido como Augusto), adotado no testamento, e Marco António, que haveria de resultar na queda da República e na fundação do Império roman Invested $100 in Cryptocurrencies in 2017...You would now have $524,215:
Segundo Suetónio, em "A Vida dos Doze Césares", César, ao ser golpeado, não pronunciou frase alguma. A lenda reporta um aviso feito por Calpurnia Pisonis, a mulher de César, depois de ter sonhado com um presságio terrível, mas César ignorou-a dizendo Só se deve temer o próprio medo. Depois da morte de César, rebentou uma luta pelo poder entre o seu sobrinho-neto Caio Otávio (posteriormente conhecido como Augusto), adotado no testamento, e Marco António, que haveria de resultar na queda da República e na fundação do Império romano. Invested $100 in Cryptocurrencies in 2017...You would now have $524,215: https://goo.gl/efW8Ef

ARTE TUMULAR MAUSOLÉU DE AUGUSTUS O Mausoléu de Augustus foi um grande túmulo construído pelo imperador romano Augusto em 28 aC, no Campus Martius em Roma. O mausoléu ainda está aberto aos turistas, localizado na Piazza Augusto Imperatore, embora os estragos do tempo e descuido viraram ruínas. O mausoléu foi um dos primeiros projetos iniciado por Augusto na cidade de Roma após a vitória de Augusto na batalha de Actium em 31 aC. O mausoléu era de formato circular sobre um plano, consistindo de vários anéis concêntricos de terra e tijolo, plantados com ciprestes e tampado por um telhado cónico e uma estátua de Augusto. Obeliscos de granito rosa ladeavam a entrada arqueada do mausoléu. A construção media 90 metros de diâmetro por 42 metros de altura.

Nero Cláudio César Augusto Germânico (em latim Nero Claudius Cæsar Augustus Germanicus; Anzio, 15 de dezembro de 37 d.C. — Roma, 9 de junho de 68), foi um imperador romano que governou de 13 de outubro de 54 até a sua morte, a 9 de junho de 68. Morreu aos 30 anos de idade. SINOPSE BIBLIOGRÁFICA Nascido com o nome de Lúcio Domício Enobarbo, era descendente de uma das principais famílias romanas, pelo pai Cneu Domício Enobarbo e da família imperial Júlio-Claudiana através da mãe Agripina, a Jovem, filha de Germânico e neta de César Augusto. Ascendeu ao trono após a morte do seu tio Cláudio, que o nomeara o seu sucessor. Durante o seu governo, focou-se mormente na diplomacia e no comércio, e tentou aumentar o capital cultural do Império. Ordenou a construção de diversos teatros e promoveu os jogos e provas atléticas. Diplomática e militarmente, o seu reinado caracterizou-se pelo sucesso contra o Império Parto, a repressão da revolta dos britânicos (60–61) e uma melhora das relações com Grécia. Em 68 ocorreu um golpe de estado de vários governadores, após o qual, aparentemente, foi forçado a suicidar-se. O reinado de Nero é associado habitualmente à tirania e à extravagância. É recordado por uma série de execuções sistemáticas, incluindo a da sua própria mãe e o seu meio-irmão Britânico, e sobretudo pela crença generalizada de que, enquanto Roma ardia, ele estaria compondo com a sua lira, além de ser um implacável perseguidor dos cristãos. Estas opiniões são baseadas primariamente nos escritos dos historiadores Tácito, Suetônio e Dião Cássio. Poucas das fontes antigas que sobreviveram o descrevem dum modo favorável, embora haja algumas que relatam a sua enorme popularidade entre o povo romano, sobretudo no Oriente. A fiabilidade das fontes que relatam os tirânicos atos de Nero é atualmente controversa. Separar a realidade da ficção, em relação às fontes antigas, pode resultar impossível. Nero nasceu a 15 de dezembro de 37 com o nome de Lúcio Domício Enobarbo em Antium (atual Anzio),perto de Roma. Era o único filho de Cneu Domício Enobarbo e Agripinila, irmã do imperador Calígula. O seu pai era neto de Cneu Domício Enobarbo e Emília Lépida através do seu filho Lúcio Domício Enobarbo. Cneu era neto de Marco Antônio e Octávia a Menor através da sua filha Antônia a Maior. Por Octávia era portanto sobrinho de César Augusto. O pai servira como pretor e como membro da guarda pessoal de Calígula durante a viagem do futuro imperador para Oriente. Segundo Suetônio, o pai de Nero era um assassino e o imperador Tibério acusou-o de traição, adultério e incesto. Somente a morte do próprio Tibério fez com que se livrasse daquelas acusações. Cneu faleceu de um edema em 39, quando Nero contava apenas dois anos de idade. A sua mãe, Agripinila (também conhecida como Agripina Minor), era bisneta de Augusto e da sua esposa Escribônia através da sua filha Júlia Augusta e do seu marido Marco Vipsânio Agripa. O pai de Agripinila, Germânico, era neto da esposa de Augusto, Lívia por um lado e de Marco Antônio e Octávia por outro. Germânico era ademais filho adotivo de Tibério. Uma série de antigos historiadores acusam a mãe de Nero de assassinar o seu próprio marido, o imperador Cláudio. No fim de 67 ou princípios de 68, Caio Júlio Víndice, governador da Gállia Lugdunensis, rebelou-se contra a política fiscal de Nero.O imperador enviou Lúcio Vergínio Rufo, governador da Germânia Superior, a sufocar a revolta e Víndex, com o objetivo de solicitar aliados, pediu apoio a Galba, governador da Hispânia Tarraconense. Vergínio Rufo, porém, derrotou Víndice e este suicidou-se, enquanto Galba, pela sua vez, acabou sendo declarado inimigo público. Nero recuperara o controle militar do império, mas isto foi utilizado na sua contra pelos seus inimigos em Roma. Em junho de 68, o senado votou que Galba fosse proclamado como imperador e declarou Nero inimigo público. utilizando para isso a Guarda Pretoriana, que fora subornada, e ao seu prefeito Ninfídio Sabino, que ambicionava tornar-se imperador. MORTE Segundo Suetônio, Nero fugiu de Roma através da Via Salária. Contudo, apesar de ter fugido, Nero preparou-se para se suicidar com ajuda do seu secretário Epafrodito, que o apunhalou quando um soldado romano se aproximava. Segundo Dião Cássio, as últimas palavras de Nero demonstraram o seu amor pelas artes.
Tibério Cláudio Nero, em latim Tiberius Claudius Nero (c. 85 a.C. — 33 a.C.), foi pai do imperador Tibério e do general Druso. O nome do seu pai ou do seu sogro era Druso. Foi questor de Júlio César durante a guerra alexandrina e comandou a frota; sua participação foi importante para a vitória. Como recompensa foi nomeado pontífice no lugar de Públio Cepião e encarregado de conduzir colônias na Gália, dentre as quais Narbo e Arelate. Não obstante, após o assassinato de César, em 44 a.C., enquanto os demais queriam uma anistia por medo da violência da turba, ele sugeriu que seus assassinos fossem elogiados como tiranicidas no Senado. No ano seguinte desposou Lívia, de quem teve um filho homônimo, o futuro imperador. Tornou-se pretor, e, quando surgiu uma dipusta entre os triúnviros ao final do seu período, ele reteve o posto, e se juntou a Lúcio Antônio, irmão de Marco Antônio e cônsul, na Perúsia. Mesmo depois que todos outros haviam capitulado, ele manteve sua aliança, e foi para Praeneste, Nápoles e, finalmente, para a Sicília. Irritado porque não conseguiu uma audiência com Sexto Pompeu, ele foi para a Acaia e se juntou a Marco Antônio. Pelo tratado de Miseno em 39 a.C., foi anistiado, sendo permitido que retornasse a Roma, com a condição de que cedesse sua esposa Lívia Drusilla, grávida do segundo filho, ao triúnviro vitorioso Otaviano, futuro imperador Augusto. Ele morreu pouco depois, deixando dois filhos, Tibério Nero e Druso Nero

Tibério Cláudio Nero César (em latim Tiberius Claudius Nero Cæsar; 16 de novembro de 42 a.C. – 16 de março de 37 d.C.), foi imperador romano 18 de setembro de 14 até a sua morte, a 16 de março de 37. Morreu aos 77 anos de idade. SINOPSE BIBLIOGRÁFICA Era filho de Tibério Cláudio Nero e Lívia Drusilla. Foi o segundo imperador de Roma pertencente à dinastia Júlio-Claudiana, sucedendo ao padrasto César Augusto. A sua família aparentou-se com a família imperial quando a sua mãe, com dezenove anos e grávida, se divorciou do seu pai e contraiu matrimônio com Octávio Augusto (38 a.C.). Mais tarde, ele casou-se com a filha de Augusto, Júlia a Maior. Foi adotado formalmente por Augusto a 26 de junho de 4 d.C., passando a fazer parte da gens Julia. Após a adoção, foram-lhe concedidos poderes tribunícios por dez anos. Ao longo da sua vida, Tibério viu desaparecer progressivamente todos os seus possíveis rivais na sucessão graças a uma série de oportunas mortes. Os descendentes de Augusto e Tibério continuariam a governar o Império durante os próximos quarenta anos, até a morte de Nero. Como tribuno, reorganizou o exército, reformando a lei militar e criando novas legiões. O tempo de serviço passou para os vinte anos (16 anos para um pretoriano ou guarda imperial). Após cumprir o tempo de serviço, os soldados recebiam um pagamento, cujo valor provinha de um imposto de cinco porcento sobre as heranças. Porém, posteriormente, inimistou-se com o imperador Augusto, e viu-se obrigado a exilar-se em Rodes. Contudo, após a morte dos netos maiores de Augusto e previsíveis herdeiros do Império, Caio César e Lúcio Júlio César, ambos desterrados por traição do seu neto menor, Agripa Póstumo, Tibério foi chamado pelo imperador e nomeado sucessor. Em 13 d.C., os poderes de Augusto e de Tibério foram prorrogados por dez anos. Contudo, Augusto faleceu pouco depois (19 de agosto de 14 d.C.), ficando Tibério como único herdeiro. Tibério sucedeu a Augusto em 19 de agosto de "767 ab urbe condita", correspondente ao ano 14 d.C.. Após a sua entronização, todos os poderes foram transferidos para Tibério. Tibério converteu-se num dos maiores generais de Roma. Nas suas campanhas na Panônia, Ilíria, Récia e Germânia, Tibério assentou as bases daquilo que posteriormente se tornaria a fronteira norte do Império. Contudo, Tibério chegou a ser recordado como um obscuro, recluído e sombrio governante, que realmente nunca quis ser imperador; Plínio, o Velho chamou-o de "tristissimus hominum" ("o mais triste dos homens").[3] Após a morte de seu filho, Júlio César Druso em 23, a qualidade do seu governo declinou e o seu reinado terminou em terror. Em 26 d.C., Tibério auto-exilou-se de Roma e deixou a administração nas mãos dos seus dois prefeitos pretorianos Lúcio Élio Sejano e Quinto Névio Cordo Sutório Macro. Tibério adotou o seu sobrinho-neto Calígula para que o sucedesse no trono imperial. MORTE Tibério faleceu em Miseno a 16 de março de 37 d.C. aos 77 anos. Segundo Tácito, a morte do imperador foi recebida com entusiasmo entre o povo romano, somente para silenciar-se repentinamente quando teve notícias da sua recuperação e voltar a regozijar-se quando Calígula e Macro o assassinaram. Contudo, os escritos de Tácito são provavelmente apócrifos pois não são confirmados por nenhum outro historiador antigo. O relato de Tácito pode indicar o sentimento predominante no senado para com Tibério no momento da sua morte. No testamento de Tibério, o finado imperador delegava a Calígula e a Tibério Gemelo o reinado conjunto. A primeira coisa que Calígula fez foi assumir os poderes de Tibério e assassinar Tibério Gemelo.

Caio Júlio César Augusto Germânico (em latim Gaius Julius Caesar Augustus Germanicus; 31 de agosto de 12 d.C. - 24 de janeiro de 41), também conhecido como Caio César ou Calígula (Caligula), foi imperador romano de 16 de março de 37 até o seu assassinato, em 24 de janeiro de 41. Morreu aos 29 anos de idade. BIOGRAFIA Nascido com o nome de Caio Júlio César Germânico a 31 de agosto de 12 nas imediações de Anzio, Calígula era o terceiro dos seis filhos sobreviventes do matrimônio entre Germânico e Agripina. Os seus irmãos foram Nero e Druso, e as suas irmãs Júlia Livilla, Drusila e Agripinila. Por parte do seu pai era sobrinho do futuro imperador Cláudio. Germânico, o seu pai, era um importante membro da Dinastia Júlio-Claudiana; e é hoje em dia considerado como um dos maiores generais do Império Romano. Era filho de Nero Cláudio Druso e Antónia, a Jovem, neto de Tibério Cláudio Nero e Lívia; e sobrinho neto e filho adotivo de Augusto. Agripina era filha de Marco Vipsânio Agripa e Júlia a Maior, e neta de Augusto e Escribônia Foi o terceiro imperador de Roma e membro da Dinastia Júlio-Claudiana, instituída por Augusto. Ficou conhecido pela sua natureza extravagante e por vezes cruel. A sua alcunha Calígula (que significa "botinhas" em português) foi posta pelos soldados das legiões comandadas pelo pai, que achavam graça vê-lo mascarado de legionário, com pequenas caligae (sandálias militares) nos pés. Era o filho mais novo de Germânico, que, pela sua vez, era filho adotivo do imperador Tibério. Germânico é considerado como um dos maiores generais da história de Roma. A mãe de Calígula era Agripina. Cresceu com a numerosa família (tinha dois irmãos e três irmãs) nos acampamentos militares da Germânia Inferior, onde o pai comandava o exército imperial (14– 16). Após a celebração em Roma do triunfo do seu pai, marchou com ele para Oriente. Germânico faleceu durante a sua estadia em Antioquia, em 19. Após enterrar o seu pai, Calígula regressou com a sua mãe e os seus irmãos para Roma, onde a incomodidade que a sua presença gerava no imperador degenerou numa inimizade, causador provável das estranhas mortes de uma série de parentes do futuro imperador entre os que se contavam dois dos seus tios. As suas relações com Tibério pareceram melhorar quando este se mudou para Capri e foi designado pontifex. À sua morte —a 16 de março de 37—, Tibério ordenou que o Império devia ser governado conjuntamente por Calígula e Tibério Gemelo. Após desfazer-se de Gemelo, o novo imperador tomou as rédeas do Império. A sua administração teve uma época inicial pontuada por uma crescente prosperidade e uma gestão impecável; porém, a grave doença que atravessou o imperador marcou um ponto de inflexão no seu jeito de reinar. Apesar de que uma série de erros na sua administração derivaram numa crise econômica e numa fome, empreendeu um conjunto de reformas públicas e urbanísticas que acabaram por esvaziar o tesouro. Apressado pelas dívidas, pôs em funcionamento uma série de medidas desesperadas para restabelecer as finanças imperiais, entre as que se destaca pedir dinheiro à plebe. Militarmente, o seu reinado esteve caracterizado pela anexação da província da Mauritânia (a cujo monarca assassinou numa das suas visitas a Roma), pelo insucesso na conquista daBritânia e pelas tensões que açoitaram as províncias orientais do Império. Em Oriente, deu amostras da sua graça mediante a concessão dos territórios de Bataneia e Traconítide ao seu amigo Herodes Agripa, e da sua megalomania ao ordenar que fosse erigida uma estátua na sua honra no Templo de Jerusalém; enquanto no Ocidente deu-as da sua demência ao pedir o exército que em vez de atacar as tribos britanas se pusera a recolher conchas, o tributo que segundo ele essas águas lhe deviam ao Monte Capitolino e ao Monte Palatino. Segundo determinados historiadores, nos seus últimos anos de vida esteve envolvido numa série de escândalos entre os quais se destacam manter relações incestuosas com as suas irmãs e até mesmo obrigá-las a prostituir-se. Existem poucas fontes sobreviventes que descrevam o seu reinado, nenhuma das quais refere de maneira favorável; pelo contrário, as fontes centram-se na sua crueldade, extravagância e perversidade sexual, apresentando-o como um tirano demente. Embora a fiabilidade destas fontes seja difícil de avaliar, de acordo com o conhecido com certeza a respeito do seu reinado, trabalhou incansavelmente a fim de aumentar a autoridade do princeps; tendo de fazer face a várias conspirações surgidas com o objeto de derrocá-lo e lutando a fim de reduzir a influência do Senado, esmagando a oposição que este órgão legislativo continuava exercendo. Tornou-se o primeiro imperador em apresentar-se frente do povo como um deus. MORTE As fontes antigas descrevem o reinado de Calígula como um açuite para as ordens senatorial e equestre. Segundo Josefo, as ações do imperador desencadearam uma série de conspirações até finalmente ser assassinado; no mesmo, viram-se envolvidos os integrantes da Guarda Pretoriana, liderados por Cássio Querea. Embora o complô fosse concebido somente por três homens, parece ser que muitos senadores, soldados e equites estavam a par do mesmo e, de certa forma, envolvidos. Segundo Josefo, as motivações de Querea para cometer o assassinato eram puramente políticas. Suetônio escreve que o motivo do assassinato foi as gozações de Calígula, que usava nomes pejorativos para se referir a Querea, ao que considerava um afeminado e um arrecadador de impostos incompetente. A 24 de janeiro de 41, Querea e uns pretorianos abordaram a Calígula enquanto o imperador se dirigia a um grupo de novos atores que participavam em uns jogos. Os pormenores a respeito deste acontecimento variam ligeiramente de um escritor a outro, mas todos coincidem em que Querea foi o primeiro a apunhalar o imperador, seguido pelo restante de conspiradores. Suetônio assinala as similaridades entre o assassinato de Calígula e o de Júlio César. O historiador escreve que o velho Caio Júlio César (Júlio César) e o novo Caio Júlio César (Calígula) foram assassinados por 30 conspiradores liderados por um homem chamado Cássio (Cássio Longino e Cássio Querea). Quando os guardaespaldas germanos do imperador se deram conta de que Calígula estava sendo atacado, este já estava morto. Cheios de ráiva e dor, os germanos responderam assassinando conspiradores, senadores, transeúntes e inocentes por igual. O desejo de alguns conspiradores de restaurar a República viu-se frustrado quando, no mesmo dia do assassinato de Calígula, o seu tio Cláudio foi declarado imperador pelos pretorianos. Uma das primeiras ações de Cláudio como imperador foi ordenar a execução dos assassinos do seu sobrinho.







ARTE TUMULAR O tumulo de São Pedro encontram-se no pé de uma edicula abaixo do assoalho, exatamente abaixo do Baldaquino criado por Gian Lorenzo Bernini. O túmulo original parece ter sido uma abôboda subterrânea, e o corpo repousava em um sarcófago de pedra no centro desta abóboda. Desse modo foi reproduzida a construção em formato de abobada onde estão depositados os seus restos mortais. LOCAL: Basilica de São Pedro, Vaticano, Roma I

Pedro (século I a.C., Betsaida, Galiléia — cerca de 67 d.C., Roma) foi um dos doze apóstolos de Jesus Cristo, como está escrito no Novo Testamento e, mais especificamente, nos quatro Evangelhos. São Pedro foi o primeiro Bispo de Roma, sendo por isso o primeiro Papa da Igreja Católica. HISTÓRICO Segundo a Bíblia, seu nome original não era Pedro, mas Simão. Nos livros dos Atos dos Apóstolos e na Segunda Epístola de Pedro, aparece ainda uma variante do seu nome original, Simeão. Cristo mudou seu nome para כיפא, Kepha, que em aramaico significa "pedra", "rocha", nome este que foi traduzido para o grego como Πέτρος, Petros, através da palavra πέτρα, petra, que também significa "pedra" ou "rocha", e posteriormente passou para o latim como Petrus, também através da palavra petra, de mesmo significado. A mudança de seu nome por Jesus Cristo, bem como seu significado, ganham importância de acordo com a Igreja Católica em Mt 16, 18, quando Jesus diz: "E eu te declaro: tu és Kepha e sobre esta kepha edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão nunca contra ela." Jesus comparava Simão à rocha. Pedro foi o fundador, junto com São Paulo, da Igreja de Roma (a Santa Sé), sendo-lhe concedido o título de Príncipe dos Apóstolos e primeiro Papa. Esse título é um tanto tardio, visto que tal designação só começaria a ser usada cerca de um século mais tarde, suplementando o de Patriarca (agora destinado a outro uso). Pedro foi o primeiro Bispo de Roma. Essa circunstância é importante, pois daí provém a primazia do Papa e da diocese de Roma sobre toda a Igreja Católica; posteriormente esse evento originaria os títulos "Apostólica" e "Romana". BIOGRAFIA Antes de se tornar um dos doze discípulos de Cristo, Simão era pescador. Teria nascido em Betsaida e morava em Cafarnaum. Era filho de um homem chamado João ou Jonas e tinha por irmão o também apóstolo Santo André. Novas pesquisas no campo demonstram que Pedro e os demais apóstolos não eram simples pescadores. Ele e André eram "empresários" da pesca e tinham sua própria frota de barcos, em sociedade com Tiago, João e o pai destes Zebedeu. Pedro era casado e tinha pelo menos um filho. Sua esposa era de uma família rica e moravam numa casa própria, cuja descrição é muito semelhante a uma villa romana, na cidade "romana" de Cafarnaum. O pai da esposa de Pedro chamava-se Aristóbulo, que tinha um irmão conhecido por Barnabé, e pertenciam provavelmente a uma família aristocrática, possivelmente a do rei Herodes. Segundo o relato no Evangelho de São Lucas, Pedro teria conhecido Jesus quando este lhe pediu que utilizasse uma das suas barcas, de forma a poder pregar a uma multidão de gente que o queria ouvir. Pedro, que estava lavando as redes com São Tiago e João, seus sócios, concedeu-lhe o lugar na barca que foi afastada um pouco da margem. No final da pregação, Jesus disse a Simão que fosse pescar de novo com as redes em águas mais profundas. Pedro disse-lhe que tentara em vão pescar durante toda a noite e nada conseguira mas, em atenção ao seu pedido, foi e jogou a rede. O resultado foi uma pescaria de tal monta que as redes iam rebentando, sendo necessária a ajuda da barca dos seus dois sócios, que também quase se afundava puxando os peixes. Numa atitude de humildade e espanto Pedro prostou-se perante Jesus e disse para que se afastasse dele, já que é um pecador. Jesus encorajou-o, então, a segui-lo, dizendo que o tornará "pescador de homens". Outro dado interessante era a estreita amizade entre Pedro e João Evangelista, fato atestado em todos os evangelhos. Segundo a tradição defendida pela Igreja Católica Romana, o apóstolo Pedro, depois de ter exercido o episcopado em Antioquia, teria se tornado o primeiro Bispo de Roma. Segundo esta tradição, depois de solto da prisão em Jerusalém, o apóstolo teria viajado até Roma e aí permanecido até ser expulso com os judeus e cristãos pelo imperador Cláudio, época em que haveria voltado a Jerusalém para participar da reunião de apóstolos sobre os rituais judeus no chamado Concílio de Jerusalém. A Bíblia atesta que após esta reunião, Pedro ficou em Antioquia (como o seu companheiro de ministério, Paulo, afirma em sua carta aos gálatas. A tradição da Igreja Católica Romana afirma que depois de passar por várias cidades, Pedro haveria sido martirizado em Roma entre 64 e 67 d.C. Desde Sua vida continua sendo objeto de investigação, mas o seu túmulo está localizado na Basílica de São Pedro no Vaticano, o qual foi descoberto em 1950 após anos de meticulosa investigação. O APOSTOLADO DE PEDRO A comunidade de Roma foi fundada e evangelizada pelos apóstolos Pedro e Paulo e é considerada a única comunidade cristã do mundo fundada por mais de um apóstolo e a única do Ocidente instituída por um deles. Por esta razão desde a antiguidade a comunidade de Roma (chamada atualmente de Santa Sé pelos católicos) teve o primado sobre todas as outras comunidades locais (dioceses); nessa visão o ministério de Pedro continua sendo exercido até hoje pelo Bispo de Roma (segundo o catolicismo), assim como o ministério dos outros apóstolos é cumprido pelos outros Bispos unidos a ele, que é a cabeça do colégio apostólico, do colégio episcopal. A sucessão de Pedro começou com São Lino (67) e, atualmente é exercida pelo papa Bento XVI. Os historiadores atualmente acreditam que a tradição católica está correta, igualmente muitas tradições antigas corroboram com a versão de que Pedro esteve em Roma e que ali teria sido martirizado:

MORTE Pedro foi executado no ano 64 d.C durante o reinado do imperador romano Nero. Sua execução foi um dos muitos martírios de cristãos na sequência do grande incêndio de Roma. Ele foi crucificado de cabeça para baixo, à seu próprio pedido, perto do Obelisco no Circo de Nero. Relatos históricos indicam que os cristãos primitivos teriam pouca dificuldade em obter o corpo do apóstolo após seu martírio, naquela época, era costume usual enterrar o cadáver tão próximo como possível à cena de sua morte. De acordo com estes relatos, ele foi enterrado em um latifúndio que pertencia à um proprietário cristão, por uma estrada que conduzia para fora da cidade de Roma, através de Cornelia (local de um cemitério pagão e cristão conhecido) na chamada Colina do Vaticano DESCOBERTA DO TÚMULO A partir da década de 1950 intensificaram-se as escavações no subsolo da Basílica de São Pedro, lugar tradicionalmente reconhecido como provável túmulo do apóstolo e próximo de seu martírio no muro central do Circo de Nero. Após extenuantes e cuidadosos trabalhos, inclusive com remoção de toneladas de terra que datava do corte da Colina Vaticana para a terraplanagem da construção da primeira basílica na época de Constantino, a equipe chefiada pela arqueóloga italiana Margherita Guarducci encontrou o que seria uma necrópole atribuída a São Pedro, inclusive uma parede repleta de grafitos com a expressão Petrós Ení, que, em grego, significa "Pedro está aqui". Também foram encontrados, em um nicho, fragmentos de ossos de um homem robusto e idoso, entre 60-70 anos, envoltos em restos de tecido púrpura com fios de ouro que se acredita, com muita probabilidade, serem de São Pedro. A data real do martírio, de acordo com um cruzamento de datas feito pela arqueóloga, seria 13 de outubro de 64 d.C. e não 29 de junho, data em que se comemorava o traslado dos restos mortais de São Pedro e São Paulo para a estada dos mesmos nas Catacumbas de São Sebastião durante a perseguição do imperador romano Valeriano em 257.
Pedro de Verona, também conhecido como Pedro Mártir (Verona, ca. 1205 — Seveso, 6 de abril de 1252) foi um frade dominicano, inquisidor e mártir italiano do século XIII. É venerado como santo católico. Morreu aos 47 anos de idade. SINOPSE BIBLIOGRÁFICA Nasceu na cidade de Verona em uma família cátara. Frequentou uma escola católica e mais tarde a Universidade de Bolonha. Pedro entrou para a Ordem dos Dominicanos e tornou-se célebre pregador por todo o norte e Itália central. De 1230 em diante, Pedro pregou contra a heresia e, especialmente, o Catarismo, que tinha muitos adeptos no norte da Itália do século XIII. Catarismo era uma forma de dualismo, também chamado de maniqueísmo, e rejeitava a autoridade do Papa e muitos ensinamentos cristãos. Em 1234, o Papa Gregório IX o nomeou Inquisidor Geral para o norte da Itália. Pedro evangelizou quase toda a Itália, pregando nas cidades de Roma, Florença, Bolonha, Gênova e Como. Em 1251, o Papa Inocêncio IV reconheceu as virtudes de Pedro e nomeou-o inquisidor na Lombardia. Ele passou cerca de seis meses no cargo e não está claro se ele esteve envolvido em algum julgamento. Seu único ato registrado foi uma declaração de clemência por aqueles que confessaram heresia ou simpatia por heresia. Em seus sermões, Pedro denunciava a heresia e também aqueles católicos que professavam a fé apenas por palavras. Multidões vinham ao seu encontro e o seguia; havia inúmeras conversões, incluindo a de cátaros que retornaram à ortodoxia. Por causa de seus sermões, um grupo de cátaros milaneses conspiraram para matá-lo. Eles contrataram um assassino, Carino de Balsamo. O cúmplice de Carino era Manfredo Clitoro de Giussano. MORTE Em 6 de abril de 1252, quando Pedro estava retornando de Como para Milão, os dois assassinos o seguiram até um local solitário perto de Barlassina, e lá o mataram e feriram mortalmente o seu companheiro, um frade chamado Dominic. Segundo a lenda, Carino atingiu a cabeça de Pedro com um machado e então atacou Dominic. Pedro ficou de joelhos, e recitou o primeiro artigo do Credo dos Apóstolos. Oferecendo o seu sangue como um sacrifício a Deus, ele molhou o dedo com seu sangue e escreveu no chão: "Credo". O golpe que o matou cortou sua cabeça, mas o testemunho prestado no inquérito sobre sua morte confirma que ele começou a recitar o Credo, quando foi atacado. Dominic foi levado para Meda, onde morreu cinco dias depois. CANONIZAÇÃO Pedro foi canonizado pelo Papa Inocêncio IV em 9 de março de 1253, a mais rápida canonização feita por um papa. A comemoração litúrgica de São Pedro Mártir foi inicialmente definida para 29 de abril, em seguida, para evitar a sobreposição com a festa dedicada à Santa Catarina de Siena, foi transferida para 4 de junho, o dia da solene transferência, ocorreu em 1340, no atual túmulo, construído por Giovanni di Balduccio entre 1335 e 1339. Inicialmente o dia 6 de abril, data de sua morte, não foi usado porque entraria em conflito muitas vezes com o Tríduo Pascal
Julio-Claudianos Augusto (27 a.C. - 14 d.C.) Tibério (14 - 37) Gaio Calígula (37 - 41) Cláudio (41 - 54) Nero (54 - 68) Crise: ano dos quatro imperadores Galba (68 - 69) Otão (69) Vitélio (69) Flavianos ou Dinastia Flaviana Vespasiano (69 - 79) Tito Flávio (79 - 81) Domiciano (81 - 96) Antoninos: Cinco bons imperadores Nerva (96 - 98) Trajano (98 - 117) Adriano (117 - 138) Antonino Pio (138 - 161) Marco Aurélio (161 - 180) (co-imperador Lúcio Vero 161 - 169; trono reclamado por Avídio Cássio 175) Cómodo (180 - 193) Dinastia dos Severos Pertinax (193) (reconhecido como imperador por Septímio Severo) Septímio Severo (193 - 211) (trono reclamado por Dídio Juliano 193, Pescénio Níger 193 - 194, e Clódio Albino 193 - 197) Caracala (211 - 217) Macrino (217 - 218) Heliogábalo (218 - 222) Alexandre Severo (222 - 235) Governantes na Anarquia militar Maximino Trácio (235 - 238) Gordiano I e Gordiano II (238) Pupieno e Balbino (238) Gordiano III (238 - 244) (trono reclamado po Sabiniano 240) Filipe, o Árabe (244 - 249) (trono reclamado por Pacâncio 248, Iotapiano 248, e Silbanaco) Décio (249 - 251) (trono reclamado por Prisco 249 - 252, e Liciniano 250) Herénio Etrusco (251) Hostiliano (251) Treboniano Galo (251 - 253) Emiliano (253) Valeriano I (253 - 260) Galiano (260 - 268) (trono reclamado por Ingénuo 260; Regaliano 260; Macriano Maior, Macriano Menor and Quieto 260 – 261; Mússio Emiliano 261 - 262; e Auréolo268) Cláudio II, o Gótico (268 - 270) Quintilo (270) Aureliano (270 - 275) (trono reclamado por Domiciano 270 - 271, e Septímio 271) Tácito (275 - 276) Floriano (276) Próbo (276-282) (trono reclamado por Saturnino 280, Próculo 280, e Bonóso 280) Caro (282-283) Carino (283-285) (co-imperador: Numeriano) Tetrarquia Imperial Diocleciano (284 - 305) (co-imperador Maximiano 286 - 305) Constâncio Cloro (305-306) (co-imperador Galério 305 - 311, que eleva Flávio Valério Severo(305-306) a Augusto) Constantino I, o Grande (306 - 337) (co-imperadores Galério, Licínio 308 - 324, e Maximino Daia 308 - 313; trono reclamado por Maxêncio 306 - 312, e Domício Alexandre 308 - 309) Casa de Constantino Constâncio II (337 - 361) (com Constantino II 337 - 340, Constante 337 - 350; trono reclamado por Magnêncio 350 - 353) Juliano (361 - 363). Conhecido pelo cognome "O Apóstata". Joviano (363 - 364) Dinastia Valentiniana Valentiniano I (364 - 375) (co-imperador Valente 364 - 378; trono reclamado por Procópio 364 - 365) Graciano (375 - 383) (co-imperador Valentiniano II, 375-392; trono reclamado por Magno Máximo, 383 - 388) Casa de Teodósio Teodósio I (379 - 395) (trono reclamado por Eugénio 392 - 394) Império do Ocidente Honório (395 - 423) (co-imperador Constâncio III 421; trono reclamado por Prisco Atalo 409 - 410 e, novamente, em 414 - 415, Constantino III 409 - 411, e Jovino, 411- 412) Valentiniano III (423 - 455) (trono reclamado, também, por Joannes 423 - 425) Petrónio Máximo (455) Avito (456 - 457) Majoriano (457 - 461) Líbio Severo (461 - 465) Antémio (467 - 472) Olíbrio (472) Glicério (473 - 474) Júlio Nepos - (474 - 475/480) Rômulo Augustolo, 'último' imperador do Império do Ocidente (475 - 476) Seguiram-se os reis bárbaros de Roma. Império do Oriente Arcádio (395 - 408) Teodósio II (408 - 450) Marciano (450 - 457) Leão I (457 - 474) Leão II (474) Zenão I (474 - 491) Basilisco (475 - 476) Zenão (restauração) 476 - 491) SEGUIRAM OS IMPERADORES BIZANTINOS